Acts not Ads
- Valerya Abreu
- 25 de mai. de 2020
- 2 min de leitura
Definitivamente os tempos mudaram e com ele mudaram as estratégias de comunicação das marcas com os consumidores. A propaganda até aqui produzida girava (gira) em torno da criação de um anúncio, uma campanha com uma mensagem criativa para ser consumida pelo público final. Ponto.
O problema com este modelo de comunicação é que as mensagens são absolutamente passivas na sua natureza. As ‘audiências’, ou seja, as pessoas não conseguem também se comunicar com as marcas. E os consumidores de hoje estão mais interessados em INTERAGIR em todos os momentos, a era da passividade parece que acabou definitivamente. Nesse cenário, só a criação de anúncios e propagandas não servem mais aos objetivos das marcas atualmente. É é aí que a filosofia 'Acts not Ads' se encaixa bem nos desafios de comunicação de hoje. Ela simboliza os novos tempos, em que todo mundo tem seguidores, opinião sobre tudo e muita coisa para compartilhar.
Em resumo, o foco agora está na comunicação que estimule ação, que envolva e que engaje, levando à uma participação ativa e tirando a passividade que tão bem caracterizou a relação das pessoas com a propaganda, com a comunicação das marcas e com os grandes meios, até o momento em que esse mundo novo foi descortinado para novas práticas de comunicação.
Pessoas e marcas hoje se relacionam bem de perto e as marcas adquiriram um ‘propósito humano’, ou seja, uma razão de ser para além de gerar lucros. Nada contra as marcas gerarem lucro para suas empresas, muito pelo contrário, esse item tem que fazer parte do seu propósito. A questão é que para gerar lucro hoje é preciso mudar de canal, ou seja, mudar o mindset na comunicação e etc.
As marcas hoje conquistaram uma dimensão que transcende e muito a chancela de um produto, esse é apenas o seu lado racional.
O outro lado da moeda é justamente a dimensão emocional. E para conseguir obter essa dimensão só com propósito próprio, porque ninguém ama nada nem ninguém que não tenha lhe conquistado a mente ou o coração.
As love brands sabem bem o valor de consumidores apaixonados, normalmente também defensores e engajados. Neste contexto, são os consumidores que desempenham o papel principal na transmissão da promessa da marca, enquanto estimulam, inspiram e ‘energizam’ outros consumidores à ação.
Assim, minha conclusão sobre a filosofia Acts Not Ads é que não são só as agências de publicidade e propaganda que vão criar marcas icônicas, como os tempos passados fizeram parecer, mas sim as Pessoas. Sobre todo esse contexto, a conclusão é bem parecida: compartilhar o lápis de cor é a solução.
As pessoas querem participar e colorir o mundo junto com as marcas!
Valerya Abreu

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