Marca pessoal merece atenção e muito cuidado, o tão sonhado EU S.A.
- Valerya Abreu
- 3 de out. de 2016
- 3 min de leitura
Você sabe o que é marketing pessoal? E marca pessoal? Muitas pessoas ainda fazem confusão quanto as duas coisas, mas ambos são conceitos bem diferentes. A marca pessoal está relacionada, de forma direta, ao DNA da pessoa, à sua essência e ao que ela representa, às características de cada um. E, por consequência, ela é única. Já o marketing pessoal, assim como o marketing de produto, está mais ligado ao que cada um representa, à sua identidade, ou seja, é a projeção de uma imagem que não necessariamente está ligada à essência da pessoa. A mesma coisa acontece entre marca e marketing de produto.
E como já se tornou comum a preocupação com o marketing pessoal em praticamente todos os segmentos profissionais, o que ainda precisa acontecer é o desenvolvimento e cuidado com a marca pessoal, que assim como com marcas corporativas ou de produtos, devem ser construídos a partir de ações estratégicas consistentes para que se tornem um ativo duradouro e de longo prazo, que precisa se manter forte e relevante para justamente conquistar vida longa.
Assim como para a marca corporativa (de novo vale a comparação), com a marca pessoal o que fica em jogo quando as coisas não vão bem, quando a gestão não está sendo feita da forma mais acertada, é justamente a reputação. Do contrário, quando a gestão acerta o passo, é a reputação que mais ganha e onde mais diretamente há impacto positivo e resultados satisfatórios são gerados.
Desenvolver e fortalecer
Mas como fazer a gestão da marca pessoal de forma a traduzir isso em resultados que possam ser contabilizados pessoal e profissionalmente? Em todo o mundo, cresce a preocupação por parte das empresas e, mais diretamente, de profissionais que despertaram para a importância do assunto e têm investido alto para o desenvolvimento e fortalecimento da marca pessoal.
Para a especialista no tema, Irene Azevedoh, a gestão passa por atitudes no ambiente corporativo, com alguns cuidados importantes para ser bem visto na empresa e postura nas mais diversas situações, o que inclui preparo e cuidados que se iniciam desde a entrevista de emprego.
Ela ressalta que "atualmente é comum encontrar pessoas preocupadas com a imagem que desejam transmitir para a sociedade, focadas em mostrar uma vida perfeita". No geral, saindo da esfera da construção da marca pessoal, ela alerta que essa busca incessante pela boa aparência é considerada um exagero e até mesmo futilidade.
Fato é que cuidar da imagem da forma devida abre portas na vida profissional e pessoal e pode trazer diversos benefícios positivos, no presente e futuro. "Em uma entrevista de emprego, por exemplo, as corporações avaliam não somente o currículo e as habilidades do candidato, mas também o seu comportamento durante a conversa. Principalmente, neste momento, em que a situação econômica do país está difícil, ter uma boa reputação conta na hora de garantir o emprego", comenta Irene.
Para a construção da marca pessoal tem muito peso a primeira impressão. Nesse sentido, estudos realizados pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Nova York revelaram, alguns anos atrás, que as primeiras impressões sobre uma pessoa, ou assunto, são feitas em duas regiões do cérebro chamadas amígdalas, que é a mesma região (no cérebro) que processa o instinto de sobrevivência. É ela que envia a impressão que se tem de alguém, que então passa para o neo córtex, que vai processar essas informações. Pronto, a partir daí as informações são registradas no cérebro e dificilmente consegue-se "apagá-las" ou mesmo mudá-las depois de feito o armazenamento.
Dessa forma, todo cuidado é pouco quando o assunto está relacionado a um ativo tão valioso quanto o Eu S.A. E é preciso fazer a gestão do todo, ser e parecer ser. E como diz o antigo ditado, "à mulher de César não basta ser honesta, tem que também parecer honesta". Simples assim.

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